Pesquisar este blog

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Tornar um amor real e expulsa-lo de você para que ele possa ser de alguém" - Nando Reis

E o que eu não consegui ver foi que eu sou um bom escritor. Bem pelo menos é isso que os meus amigos dizem, e espero que eles tenham razão porque, sinceramente, não vejo graça alguma no que eu escrevo. E aqui vai meu primeiro poema romântico pro blog.

Passo mais um fim de tarde pouco ensolarado sentado em uma sarjeta suja
Meus pés estão doidos de tanto andar pra chegar aqui
Não sei por qual motivo mas sempre escolho esse lugar
A brisa que vem do rio o som do vento batendo lentamente em cada folha das árvores
Eu viajo no meu interior profundamente
Vejo teus olhos olhando para os meus em uma sincronia quase que perfeitamente ensaiada
Teus olhos!!!
Faz-me suspirar a beleza destes
E tudo o que consigo pensar é em cada perfeição do teus movimentos musicais
A brisa balança meus cabelos
É tão bom respirar o ar dessa continua ação da natureza
Olhar o balançar da agua
Ouvir o som dos pássaros
O por-do-sol começa sua maravilhosa atração
Lembro-me de querer estar contigo nos meus braços e apreciar tal magnitude
Ouvir o som da tua voz e o cheiro da tua pele
Sentir o gosto da tua boca e o sabor do teu perfeito amor
O sol desce e com a sua saída vejo a Lua
Ó pobre solidão desta
Apesar de estar acompanha sente-se tão só
Solitária com a sua beleza dependente do seu amor
Eis que ouço o soar das 19 horas
Não acredito que duas horas aqui passei a pensar
Pensar na tua mais completa perfeição
Pensar na tua infinita beleza
Pensar na tua única simplicidade
Pensar que todo esse tempo, tudo o que sinto é saudade.
 

<3

Não há como explicar
mesmo que uma centena de trilhões de paginas eu escrever
Quanto é perfeita a sensação de amar você.

Boa Semana!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Victoria, Non Praeda, Memento Mori!

A tentativa do ser humano de pensar em um futuro pós-morte como uma mera decomposição de resíduos é altamente pertubador, porque nós (seres humanos) sempre temos que pensar em algo mais, num futuro, eis a grande maldição em ser um ser pensante, sempre procurar explicação para tudo ou simplesmente cergar-se com uma ideologia que explique.
E se simplesmente não existir um depois?

Memento Mori! (Lembre-se de morrer!)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Mídia, o Quarto Poder Republicano

É fato que no ano de 1748 (há exatamente 262 anos atrás) as coisas eram demasiadamente diferentes de hoje. Inicia-se a análise pelo poder (não tão forte, mas enfim, influenciadora) da Igreja Católica, da vestimenta pesada, pelo comportamentalismo educado (da alta sociedade), desesperador (da baixa sociedade) e o hipocritamente justo (da média sociedade). Mas o fulcro que tento alcançar aqui é a pequena (ou até mesmo inexistente) conhecimento sobre os meios de comunicação.
Montesquieu, ao escrever o espírito das leis, criou o que a maioria quase absoluta da filosofia diz ser perfeita, a tripartição dos poderes: O Executivo, Legislativo e Judiciário. A harmonia entre os três é, em termos altamente relativos, absoluta e perfeita (Um perfeccionismo defeituoso diga-se de passagem). Contudo, a introdução de um quarto poder, nunca imaginado pelo filosofo quebra a harmonia e a não intervenção de um poder em outro.
Tenho absoluta certeza de que não necessito citar nomes de empresas da mídia que sensacionalizam fatos, pessoas e ações. Levantar (e derrubar!!!) políticos ao poder, decidir julgamentos e "criar" leis já foram e são algumas das várias intervenções feitas pela mídia no sistema republicano brasileiro.
Através dos anos o poder da mídia tornou-se tão grande que esta não controla apenas a política e a o "senso de justiça". A moda, a opinião, as decisões pessoais, as músicas e qualquer gosto da população em geral (com exceções, raras, mas enfim, existente).

E eis a pergunta que, para ser sincero, atormenta minha mente quase que diariamente:

"Você apoia este poder concentrado? Se não, você não sente vontade de combatê-lo"

Jaz aqui um artigo, não de um economista ou filosofo, apenas de um pensador autônomo.

domingo, 11 de julho de 2010

Sentimentos Vagos de uma Mente Supérflua

É mais uma manhã não ensolarada de uma segunda-feira monótona e cinzenta Segundas-feiras me fazem refletir, é um início contínuo e cansativo, imagino quem inventou o tempo e o que achou que o com meras "feiras, horas, minutos" e todas as derivações que nos são impostas nas escolas, controlaria as noções de sua criação.Vou para a parada de ônibus, torna-se normal a paisagem artificial do asfalto negro com barulhos incessantes da necessidade capitalista de se movimentar, meus pensamentos voam enquanto não chega aquele que me levará ao destino enfim "desejado" por mim. Vem-me a mente lembranças passadas de momentos felizes, amigos, bagunça e todas aquelas coisas que um adolescente "normal" gosta de fazer, normal? seria essa uma denominação correta para a minha pessoa? enfim, entre bagunças e abraços, as lembranças seguem no espaço vasto que é minha mente. Então eu percebo, assim como raríssimas pessoas reconhecem, que sou mortal, um mero e inútil mortal, sendo comandando pelo destino, pelo tempo e por todos esses deuses que influenciam nossas vidas. Eles que nos ensinam como é bom perder amigos para prender-mos a não nos segurarmos em apenas uma corda, que as pessoas morrem porque simplesmente é necessário morrer um dia, que nós envelhecemos para poder relembrarmos de como era bom (ou não!) o nosso passado, para sermos mais sábios, para aprendermos mais, que amamos inúmeras vezes, assim como também nos decepcionamos, para aprendermos que nem tudo é paz e que nem tudo é guerra. O ônibus passa, o constante calor humano da minha diária vida não me incomoda mais. Não vou ao trabalho, decido quebrar regras, as vezes é preciso fazer isso, vou a um abismo onde eu possa refletir minha solidão. Entre vazios e lágrimas encontro respostas e perguntas, saudades e amizade, amores e decepções. Percebo que não tenho papeis ou canetas para escrever, tenho uma mente e um coração que desesperadamente gritam por você.O incessante desejo de jogar-me livremente ao vácuo que em minha frente se encontra cresce a cada segundo, não creio que haja mais o que fazer, creio que nada tem sentido sem que haja alguém para amar e sofrer. São 10 horas, o sol esquenta tanto agora que pareço já estar queimando no inferno ao invés de entrar na gloria dos céus. E de algum modo involuntário decido voltar, voltar para a minha vida, para o meu trabalho, para a minha solidão normalista e humana. Sim é uma segunda-feira, dia para recomeçar, dia para refletir,dia para rever conceitos, dia para pensar em si, dia para perceber que nem sempre temos que apenas continuar, dia para perceber que nem sempre estamos onde achamos que deveríamos estar.

O título da postagem é o que seria um quarto livro, dessa vez não romântico, mas sim com um cunho de contradições mentais.
Em Caso de dúvida
Superflúo:adj. Que é demais, demasiado; excedente: ornamentação supérflua.
Desnecessário, ocioso, inútil: lamentos supérfluos.
S.m. Aquilo que excede o necessário; coisas desnecessárias: doar um pouco do supérfluo a quem não tem o necessário.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

E então ao início.

Bem, é estranho começar algo, qualquer coisa que seja. Já pensou nisso? Iniciar um namoro, um dia, um diário novo, ou ate mesmo um exercício. Há vários tipos de inicio. O planejado que você sabe o começo, meio e final. O duvidoso que você não sabe onde vai dar, mas tem a certeza que vai começar. E o impulsivo, você nunca pensou em começar e não tem a mínima noção de onde vai dar, na maioria das vezes dá errado, mas quando dá certo, geralmente é produtivo e reconfortante.
Não sei ao certo o objetivo disso aqui, e muito menos o que vou escrever. Posso simplesmente chegar a escrever um "ai" pra descrever que alguém furou o meu olho e me fez sofrer durante duas semanas (Ou mais!) ou posso escrever mil trezentos e setenta e nove palavras pra descrever o que eu senti ao pisar em um chiclete na rua. Realmente é incerto, totalmente incerto o conteúdo deste diário virtual (Nossa que antiquado né?, diário virtual, mas sim eu ainda tenho apenas 18 anos).
Na verdade, o que espero ver são juízes, os rótulos e os comentários. SIM!!!, imagino alguns me chamando de "Jovem delinquente", "Emo sofredor", "Socialista utópico", "Hipócrita desleixado", "Rockeiro empolgado", "Poeta principiante" e... enfim, realmente os termos podem se tornar abusivos.
Entretanto, essa incerteza me excita (Não, este blog não conterá pornografias), me dá mais vontade de escrever e de criticar e ser criticado. Afinal, se sua vida fosse toda planejada, valeria a pena vivê-la?.

Meu nome é Gilberto, tenho 18 anos, sou Universitario de Direito, Poeta, Rockeiro e esse é o inicio de algo incertamente impulsivo.