É mais uma manhã não ensolarada de uma segunda-feira monótona e cinzenta Segundas-feiras me fazem refletir, é um início contínuo e cansativo, imagino quem inventou o tempo e o que achou que o com meras "feiras, horas, minutos" e todas as derivações que nos são impostas nas escolas, controlaria as noções de sua criação.Vou para a parada de ônibus, torna-se normal a paisagem artificial do asfalto negro com barulhos incessantes da necessidade capitalista de se movimentar, meus pensamentos voam enquanto não chega aquele que me levará ao destino enfim "desejado" por mim. Vem-me a mente lembranças passadas de momentos felizes, amigos, bagunça e todas aquelas coisas que um adolescente "normal" gosta de fazer, normal? seria essa uma denominação correta para a minha pessoa? enfim, entre bagunças e abraços, as lembranças seguem no espaço vasto que é minha mente. Então eu percebo, assim como raríssimas pessoas reconhecem, que sou mortal, um mero e inútil mortal, sendo comandando pelo destino, pelo tempo e por todos esses deuses que influenciam nossas vidas. Eles que nos ensinam como é bom perder amigos para prender-mos a não nos segurarmos em apenas uma corda, que as pessoas morrem porque simplesmente é necessário morrer um dia, que nós envelhecemos para poder relembrarmos de como era bom (ou não!) o nosso passado, para sermos mais sábios, para aprendermos mais, que amamos inúmeras vezes, assim como também nos decepcionamos, para aprendermos que nem tudo é paz e que nem tudo é guerra. O ônibus passa, o constante calor humano da minha diária vida não me incomoda mais. Não vou ao trabalho, decido quebrar regras, as vezes é preciso fazer isso, vou a um abismo onde eu possa refletir minha solidão. Entre vazios e lágrimas encontro respostas e perguntas, saudades e amizade, amores e decepções. Percebo que não tenho papeis ou canetas para escrever, tenho uma mente e um coração que desesperadamente gritam por você.O incessante desejo de jogar-me livremente ao vácuo que em minha frente se encontra cresce a cada segundo, não creio que haja mais o que fazer, creio que nada tem sentido sem que haja alguém para amar e sofrer. São 10 horas, o sol esquenta tanto agora que pareço já estar queimando no inferno ao invés de entrar na gloria dos céus. E de algum modo involuntário decido voltar, voltar para a minha vida, para o meu trabalho, para a minha solidão normalista e humana. Sim é uma segunda-feira, dia para recomeçar, dia para refletir,dia para rever conceitos, dia para pensar em si, dia para perceber que nem sempre temos que apenas continuar, dia para perceber que nem sempre estamos onde achamos que deveríamos estar.
O título da postagem é o que seria um quarto livro, dessa vez não romântico, mas sim com um cunho de contradições mentais.
Em Caso de dúvida
Superflúo:adj. Que é demais, demasiado; excedente: ornamentação supérflua.
Desnecessário, ocioso, inútil: lamentos supérfluos.
S.m. Aquilo que excede o necessário; coisas desnecessárias: doar um pouco do supérfluo a quem não tem o necessário.
Desnecessário, ocioso, inútil: lamentos supérfluos.
S.m. Aquilo que excede o necessário; coisas desnecessárias: doar um pouco do supérfluo a quem não tem o necessário.
"barulhos incessantes da necessidade capitalista de se movimentar".
ResponderExcluirQue bom que você reconhece, *-*
Já que é segunda-feira, faça algo novo. Recomece. Construa a revolução :P